descerca-te.

Descrição:

Se o teu corpo for jardim: terá o portão aberto, fechado ou completamente escancarado? Talvez fosses um jardim selvagem e não houvesse sequer cerca, serias tão grande que passarias a ser bosque.
É tão bom crescer livre de limites e linhas imaginárias, deixarmo-nos saltitar por ai, e deixar entrar.
Cuidar de um jardim não é sobre aprender a controlar tudo, é saber saborear o inesperado , há ervas que são daninhas… bem, daninhas? não! só para quem pretende um mundo controlado e estéril.
ser uma erva daninha, e nascer em qualquer lado.
São plantas selvagens, que aparecem sem aviso prévio mas não deixam de ter a sua beleza e valor, outras por muito que desejemos o seu crescimento e que rebentem de fruto, irão partir sem nunca brotar um botão.
deixar o portão aberto e a cerca apenas elevada para as pragas.
que as raízes cresçam para dentro e que nunca nos deixemos estagnar .
descerca-te! espreita lá para fora, e questiona onde adormecem as nuvens?
e ouve bem quando te souberem responder, só depois de ouvindo, saberemos decidir em que direção crescem as nossas raízes.

Artes Visuais
Categoria
acrílico, pastel óleo, caneta, aguarela (técnica mista)
Técnicas Usadas
20×26
Dimensão